Poesia de Ananda Oliveira Braz De Jesus

“Santos da Ignorância
Num piscar de olhos,
a Vida corre sem parrar.
Voa sem ventar,
Verdade sem veredito,
parábola sem eixo,
observa sem enxergar,
decide sem pensar.
Num piscar de olhos,
a Vida cresce.
Ri sem entender,
dorme sem sono,
liga sem luz,
sorri sem motivo,
sai sem lugar.
Num piscar de olhos,
Vida, tão cedo fostes!
Tantos presentes trouxestes
aos mimados ignorantes da realidade.
Gostaria que fosse um sonho,
do qual das atrocidades
protegesse-me.
Chora um choro de verdades,
lágrimas escorrem sobre o branco
e cortam-o sem piedade,
manchando a alma de vermelho
Tamanha honestidade
É a que vejo em seus olhos
Os mesmos que farejam
a real sinceridade
debaixo deste simplório
vermelho manto,
que recobre-me
de tais monstros
também muito chamados
de santos.
Vida, para a pequena
imensa escuridão fostes?
Onde algum milhão de uma centena
de quebrados corações
escondem-se nas sombras
dos velhos passados amores
gritando silenciosamente
ao inalar a grave voz
de um perigoso feitiço
Conhecido por inúmeros dogmaticamente
como apenas a paixão
por uma razão atroz
que nos tira da fantasia
e nos fecha os olhos cruelmente
com seu rúbeo lençol,
tornando-nos santos da ignorância,
em apenas
Num piscar de olhos.”
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