Apostilas de Filosofia – 3o. trimestre 2017

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9o. ano:

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Textos sobre os filósofos helenísticos: Epicurismo, Estoicismo, Cinismo e Pirronismo.

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2a. série:

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Textos de Kant, Stuart Mill, Nietzsche e Freud

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3a. série:

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Textos de17 pensadores.

 

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Questões vestibular – Período Helenístico

1. (Enem 2016) Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo ou injusto; e que, da mesma maneira, nada existe do ponto de vista da verdade; que os homens agem apenas segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto do que aquilo. Ele levou uma vida de acordo com esta doutrina, nada procurando evitar e não se desviando do que quer que fosse, suportando tudo, carroças, por exemplo, precipícios, cães, nada deixando ao arbítrio dos sentidos.LAÉRCIO, D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres. Brasília: Editora UnB, 1988.

O ceticismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se por:

a) Desprezar quaisquer convenções e obrigações da sociedade.

b) Atingir o verdadeiro prazer como o princípio e o fim da vida feliz.

c) Defender a indiferença e a impossibilidade de obter alguma certeza.

d) Aceitar o determinismo e ocupar-se com a esperança transcendente.

e) Agir de forma virtuosa e sábia a fim de enaltecer o homem bom e belo.

 

Resposta: C

  1. O ceticismo pode ser caracterizado como a consciência da impossibilidade humana de encontrar verdades universais. Assim é que o filósofo não mais se preocupa em buscá-la, preferindo uma vida fundada na dúvida.

 

2. (Enem 2014) Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano.

EPICURO DE SAMOS. “Doutrinas principais”. In: SANSON, V. F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974

No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim

a) alcançar o prazer moderado e a felicidade.

b) valorizar os deveres e as obrigações sociais.

c) aceitar o sofrimento e o rigorismo da vida com resignação.

d) refletir sobre os valores e as normas dadas pela divindade.

e) defender a indiferença e a impossibilidade de se atingir o saber.

Resposta:A

A filosofia de Epicuro tem como um de seus princípios a moderação dos desejos e dos prazeres, tal como afirma a alternativa [A], única correta.

3. (Uem 2013) “Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o desejo de imortalidade. Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver. É tolo, portanto, quem diz ter medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque o aflige a própria espera.”

(Epicuro, Carta sobre a felicidade [a Meneceu]. São Paulo: ed. Unesp, 2002, p. 27. In: COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia. SP: Saraiva, 2006, p. 97).

A partir do trecho citado, é correto afirmar que

01) a morte, por ser um estado de ausência de sensação, não é nem boa, nem má.

02) a vida deve ser considerada em função da morte certa.

04) o tolo não espera a morte, mas vive apoiado nas suas sensações e nos seus prazeres.

08) a certeza da morte torna a vida terrível.

16) a espera da morte é um sofrimento tolo para aquele que a espera.

 

Resposta:01 + 16 = 17.

O pensamento de Epicuro é marcado pela identificação do bem soberano com o prazer, todavia não se pode derivar dessa relação à liberação para uma vida dos prazeres. Os epicuristas determinavam que a felicidade se encontra em uma vida regrada definida segundo uma inteligência prática capaz de ter as paixões como normais, e não como inimigas.

 

4. (Ufsm 2013) A economia verde contém os seguintes princípios para o consumo ético de produtos: a matéria-prima dos produtos deve ser proveniente de fontes limpas e não deve haver desperdício dos produtos. O Estado, entretanto, não impõe, até o presente momento, sanções àqueles cidadãos que não seguem esses princípios.

 

Considere as seguintes afirmações:

 

Esses princípios são juízos de fato.

Esses princípios são, atualmente, uma questão de moralidade, mas não de legalidade.

III. A ética epicurista, a exemplo da economia verde, propõe uma vida mais moderada.

Está(ão) correta(s)

a) apenas I.

b) apenas I e

c) apenas III.

d) apenas II e III.

e) I, II e III.

 

Resposta:D

Um juízo de fato é um juízo que diz respeito à disposição da realidade, isto é, se o enunciado estivesse descrevendo a situação atual do consumo: “consumimos produtos de origens de fontes sujas segundo a informação ‘x’ e pela estatística ‘y’ demonstramos que desperdiçamos exageradamente nossa produção”, então ele seria um juízo de fato. No caso, o enunciado expõe um juízo de valor, isto é, de acordo com o que se constata nos fatos deveríamos garantir fontes limpas como matéria-prima da produção e evitar o desperdício desta produção. Como esse juízo de valor ainda não foi avaliado e regulado pelo Estado, então ele é um juízo meramente moral, que reflete unicamente a escolha do sujeito sobre a melhor maneira de organizar seus hábitos.

A ética aristotélica, a ética epicurista, basicamente toda a ética antiga, defendia, cada uma a sua maneira, a moderação como uma virtude muitíssimo importante.

 

5. (Ufmg 2012) Os deuses de fato existem e é evidente o conhecimento que temos deles; já a imagem que deles faz a maioria das pessoas, essa não existe: as pessoas não costumam preservar a noção que têm dos deuses. Ímpio não é quem rejeita os deuses em que a maioria crê, mas sim quem atribui aos deuses os falsos juízos dessa maioria. Com efeito, os juízos do povo a respeito dos deuses não se baseiam em noções inatas, mas em opiniões falsas. Daí a crença de que eles causam os maiores malefícios aos maus e os maiores benefícios aos bons. Irmanados pelas suas próprias virtudes, eles só aceitam a convivência com os seus semelhantes e consideram estranho tudo que seja diferente deles.

 

EPICURO. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). Trad. de A. Lorencini e E. del Carratore. São Paulo: Editora da UNESP, 2002. p. 25-27.

 

Com base na leitura desse trecho e considerando outros elementos contidos na obra citada, explique em que medida a representação que se faz dos deuses influência na busca da felicidade.

Resposta:

Segundo a filosofia epicurista, o homem chega à felicidade por meio da ataraxia, que corresponde ao estado de tranquilidade da alma. Tal estado só é possível de ser alcançado se os homens deixam de temer a morte e os deuses. Uma vez que os deuses são indiferentes aos homens e existem somente em uma dimensão que não pode influenciá-los, a falsa crença de que os deuses “causam os maiores malefícios aos maus e os maiores benefícios aos bons” cria no homem um estado de angústia, que o impede de chegar à ataraxia.

 

6. (Ufsj 2012) Sobre a ética na Antiguidade, é CORRETO afirmar que

a) o ideal ético perseguido pelo estoicismo era um estado de plena serenidade para lidar com os sobressaltos da existência.

b) os sofistas afirmavam a normatização e verdades universalmente válidas.

c) Platão, na direção socrática, defendeu a necessidade de purificação da alma para se alcançar a ideia de bem.

d) Sócrates repercutiu a ideia de uma ética intimista voltada para o bem individual, que, ao ser exercida, se espargiria por todos os homens.

 

Resposta:A

 

Há aqui a necessidade de esclarecer que sistematicamente a ética estoica é enunciada de acordo com a física, quer dizer, dado que o estoicismo constrói uma física da causalidade necessária (as leis da natureza são necessárias e de certo evento ocorrerá uma consequência inevitável), a ética lida com a ideia de destino e, por conseguinte, não há contingência caso um evento seja, e se faça, sempre verdadeiro. Isto estabelecido, temos:

“De acordo com Diógenes de Laércio, os estoicos distinguiam na ética, enquanto parte da filosofia, “lugares” ou objetos de estudos: o impulso ou tendência, hormé; os bens e males; as paixões, páthé; a virtude, areté; o sumo bem, télos; as ações; as condutas conveniente, kathekonta; e o que convém aconselhar ou impedir. A ética é elaborada em dois movimentos: um que vai da psicologia da tendência aos valores (bem e mal) que orientam positiva ou negativamente as ações, passa pelas perturbações que podem afetá-las (paixões) e chega à perfeição (virtude, bem) e às especificações concretas ações morais (convenientes); e outro, que vai do ideal do sábio às especificações concretas de conduta e à pedagogia moral.

Toda ação ética é orientada por um fim único (télos), em vista do qual todo o resto é meio ou fim parcial. O fim último é a felicidade (eudaimonía) daquele que vive bem porque realiza plenamente sua natureza. Os estoicos consideram que a virtude basta para a felicidade, da qual ela é a causa, mas não é ela o télos ou o sumo bem, que é viver em conformidade (homología) com a natureza, isto é, consigo mesmo e com o mundo. A infelicidade, portanto, é o desacordo ou o conflito consigo mesmo e com a natureza”.

 

 

(M. Chaui. Introdução à história da filosofia: as escolas helenísticas, vol. II. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 156)

 

 

7. (Unisc 2012) Nas suas Meditações, o filósofo estoico Marco Aurélio escreveu:

 

“Na vida de um homem, sua duração é um ponto, sua essência, um fluxo, seus sentidos, um turbilhão, todo o seu corpo, algo pronto a apodrecer, sua alma, inquietude, seu destino, obscuro, e sua fama, duvidosa. Em resumo, tudo o que é relativo ao corpo é como o fluxo de um rio, e, quanto á alma, sonhos e fluidos, a vida é uma luta, uma breve estadia numa terra estranha, e a reputação, esquecimento. O que pode, portanto, ter o poder de guiar nossos passos? Somente uma única coisa: a Filosofia. Ela consiste em abster-nos de contrariar e ofender o espírito divino que habita em nós, em transcender o prazer e a dor, não fazer nada sem propósito, evitar a falsidade e a dissimulação, não depender das ações dos outros, aceitar o que acontece, pois tudo provém de uma mesma fonte e, sobretudo, aguardar a morte com calma e resignação, pois ela nada mais é que a dissolução dos elementos pelos quais são formados todos os seres vivos. Se não há nada de terrível para esses elementos em sua contínua transformação, por que, então, temer as mudanças e a dissolução do todo?”

 

Considere as seguintes afirmativas sobre esse texto:

 

Marco Aurélio nos diz que a morte é um grande mal.

Segundo Marco Aurélio, devemos buscar a fama, a riqueza e o prazer.

III. Segundo Marco Aurélio, conseguindo fama, podemos transcender a finitude da vida humana.

Para Marco Aurélio, a filosofia é valiosa porque nos permite compreender que a morte é parte de um processo da natureza e assim evita que nos angustiemos por ela.

Para Marco Aurélio, só a fé em Deus e em Cristo pode libertar o homem do temor da morte.

Para Marco Aurélio, o homem participa de uma realidade divina.

 

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e V estão corretas.

b) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.

c) Somente as afirmativas IV e VI estão corretas.

d) Todas as afirmativas estão corretas.

e) Somente a afirmativa IV está correta.

 

Resposta:C

Marco Aurélio foi um imperador que reinou durante um período muito conturbado de guerras e pestes, mas durante sua vida conseguiu escrever a sua peculiar obra e:

 

“Escreveu apenas para si mesmo – o título original dos doze livros, conhecido como Meditações (ou Pensamentos), é O imperador Marco Aurélio para si mesmo. Isso deu à obra uma singularidade inovadora, não pertencendo a nenhum dos gêneros literários conhecidos pela filosofia, pois não assume a forma do tratado doutrinário, nem das confissões, nem do diário: o exame da consciência. Seu estilo é das sentenças e das fulgurações”.

 

(M. Chaui. Introdução à história da filosofia; As escolas helenísticas, vol. II. São Paulo: Companhia das Letras, 2010)

 

8. (Udesc 2011) Segundo a tradição filosófica, comente a atitude que caracteriza alguém como um cético.

 

Resposta:

O ceticismo, como tradição filosófica, tem seu nascimento há muitíssimo tempo. Apesar de podermos dizer que está presente na própria origem da filosofia certo posicionamento cético – não podemos ser plenamente sábios sobre as coisas do mundo, mas apenas amar a sabedoria, isto é, ser filósofo, ou filosofar –, o ceticismo, como tradição, possui uma história originada em Pirro, de Élis (séc. IV a.c.), que mantém uma atitude cética mais evidente e persistente – sabemos de Pirro através Diógenes de Laércio e Tímon de Fliunte.

O principal conceito do ceticismo é a epoché, ou a suspensão do juízo – o desinteresse pelo juízo afirmativo ou negativo. Esse conceito expõe um movimento de dúvida que apazigua e possibilita o sábio ter felicidade na indiferença. O movimento é dividido na neutralização do discurso que conduz ao silêncio (apahsía), à impassibilidade (apatheia) e à serenidade (ataraxía).

 

9. (Ueg 2011) Em meados do século IV a.C., Alexandre Magno assumiu o trono da Macedônia e iniciou uma série de conquistas e, a partir daí, construiu um vasto império que incluía, entre outros territórios, a Grécia. Essa dominação só teve fim com o desenvolvimento de outro império, o romano. Esse período ficou conhecido como helenístico e representou uma transformação radical na cultura grega. Nessa época, um pensador nascido em Élis, chamado Pirro, defendia os fundamentos do ceticismo. Ele fundou uma escola filosófica que pregava a ideia de que:

a) seria impossível conhecer a verdade.

b) seria inadmissível permanecer na mera opinião.

c) os princípios morais devem ser inferidos da natureza.

d) os princípios morais devem basear-se na busca pelo prazer.

Resposta:A

Também chamado de ceticismo prático, o pirronismo baseia-se na ideia de que é impossível conhecer a realidade, que é sempre contingente e mutável. Assim, o que restaria ao homem seria renunciar a busca pela verdade, exatamente como se afirma na alternativa A.

 

10. (Ufsj 2011) Sobre o ceticismo, é CORRETO afirmar que

a) os céticos buscaram uma mediação entre “o ser” e o “poder-ser”.

b) o ceticismo relativo tem no subjetivismo e no relativismo doutrinas manifestamente apoiadas em seu princípio maior: toda interatividade possível.

c) Protágoras (séc. V a.C.), relativista, afirmou que “o Homem só entende a natureza porque o conhecimento emana dela e nela se instala”.

d) Górgias (485-380 a.C.) e Pirro (365-275 a.C.) são apontados como possíveis fundadores do ceticismo

 

Resposta:D

Todas as alternativas, com exceção da [D] estão incorretas. O ceticismo admite a impossibilidade de um conhecimento absoluto das coisas. Dentre os filósofos que podem ser relacionados a esse modo de pensar estão justamente Górgias e Pirro.

 

11. (Uenp 2011) Julgue as afirmações sobre a filosofia helenista.

 

É o último período da filosofia antiga, quando a polis grega desaparece em razão de invasões sucessivas, por persas e romanos, sendo substituída pela cosmopolis, categoria de referência que altera a percepção de mundo do grego, principalmente no tocante à dimensão política.

É um período constituído por grandes sistemas e doutrinas que apresentam explicações totalizantes da natureza, do homem, concentrando suas especulações no campo da filosofia prática, principalmente da ética.

III. Surgem nesse período a filosofia estoica, o epicurismo, o ceticismo e o neoplatonismo.

 

Estão corretas as afirmativas:

a) Todas elas.

b) Apenas I e II.

c) Apenas III.

d) Apenas II e III.

e) Apenas I.

 

Resposta:A

Sobre o helenismo, Marilena Chaui afirma: “Nesse longo período, que já alcança Roma e o pensamento dos primeiros Padres da Igreja, a Filosofia se ocupa sobretudo com as questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre o homem e a Natureza e de ambos com Deus”. (Chaui, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 9ª ed. 1997, p. 34.) Por meio dessa citação verifica-se como as afirmações I e II são verdadeiras. Por fim, pode-se dizer que a terceira também é verdadeira, uma vez que apresenta justamente as escolas filosóficas que surgiram nesse contexto.

 

12. (Uff 2010) Filosofia

 

O mundo me condena, e ninguém tem pena

Falando sempre mal do meu nome

Deixando de saber se eu vou morrer de sede

Ou se vou morrer de fome

Mas a filosofia hoje me auxilia

A viver indiferente assim

Nesta prontidão sem fim

Vou fingindo que sou rico

Pra ninguém zombar de mim

Não me incomodo que você me diga

Que a sociedade é minha inimiga

Pois cantando neste mundo

Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo

Quanto a você da aristocracia

Que tem dinheiro, mas não compra alegria

Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente

Que cultiva hipocrisia.

 

 

Assinale a sentença do filósofo grego Epicuro cujo significado é o mais próximo da letra da canção “Filosofia”, composta em 1933 por Noel Rosa, em parceria com André Filho.

a) É verdadeiro tanto o que vemos com os olhos como aquilo que apreendemos pela intuição mental.

b) Para sermos felizes, o essencial é o que se passa em nosso interior, pois é deste que nós somos donos.

c) Para se explicar os fenômenos naturais, não se deve recorrer nunca à divindade, mas se deve deixá-la livre de todo encargo, em sua completa felicidade.

d) As leis existem para os sábios, não para impedir que cometam injustiças, mas para impedir que as sofram.

e) A natureza é a mesma para todos os seres, por isso ela não fez os seres humanos nobres ou ignóbeis, e, sim suas ações e intenções.

 

Resposta:B

De forma resumida, a doutrina de Epicuro é uma filosofia do prazer. Achar o caminho de maior felicidade e tranquilidade, evitando a dor, era a máxima epicurista. No entanto, não se trata da busca de qualquer prazer, que é evidente na canção de Noel Rosa quando exalta sua vida de sambista e nela encontrar indiferença para os que vivem em função do “dinheiro que não compra alegria”. Para Epicuro, a música era um dos prazeres no qual o ser humano ao encontrar, não devia jamais se separar. Epicuro não faz uma defesa do carpe diem ou da libertinagem irresponsável. O prazer em questão não é nunca trivial ou vulgar. Na carta a Meneceu, Epicuro afirma que “nem todo o prazer é digno de ser desejado”, da mesma forma que nem toda dor deve ser evitada incondicionalmente. A deturpação do conceito de prazer usado por Epicuro foi algo que ocorreu durante a sua vida, e ele teve, portanto, a oportunidade de rebater: “Quando dizemos então, que o prazer é a finalidade da nossa vida, não queremos referir-nos aos prazeres dos gozadores dissolutos, para os quais o alvo é o gozo em si. É isso que creem os ignorantes ou aqueles que não compreendem a nossa doutrina ou querem, maldosamente, não entender a sua verdade. Para nós, prazer significa: não ter dores no âmbito físico e não sentir falta de serenidade no âmbito da alma”. Em outras palavras, a ataraxia, a quietude, a ausência de dor, a serenidade e a imperturbabilidade da alma.

 

13. (Uenp 2010) Sobre as escolas éticas do período helenístico, da antiguidade clássica da Filosofia Grega, associe a primeira com a segunda coluna e assinale e alternativa correta.

 

I.epicurismo

II. estoicismo

III. ceticismo

IV. ecletismo

 

A – É uma moral hedonista. O fim supremo da vida é o prazer sensível; o critério único de moralidade é o sentimento. Os prazeres estéticos e intelectuais são como os mais altos prazeres.

B – Visa sempre um fim último ético-ascético, sem qualquer metafísica, mesmo negativa.

C – Se nada é verdadeiro, tudo vale unicamente.

D – A paixão é sempre substancialmente má, pois é movimento irracional, morbo e vício da alma.

 

 

a) I – A, II – B, III – C, IV – D

b) I – A, II – B, III – D, IV – C

c) I – A, II – D, III – C, IV – B

d) I – A, II – D, III – B, IV – C

e) I – D, II – A, III – B, IV – C

 

Resposta:D

O epicurismo é muito conhecido como a filosofia da amizade.  Por considerar como um bem a procura por prazeres, o epicurismo é muitas vezes considerado como uma manifestação filosófica hedonista. O estoicismo se relaciona com o estado de apathea (apatia), considerado como um estado de indiferença em relação às emoções e paixões. O ceticismo se relaciona com uma moral que questiona a metafísica. Por fim, o ecletismo pode ser considerado como uma corrente de síntese filosófica. A expressão maior desse modelo de pensamento é “Se nada é verdadeiro, tudo vale unicamente”.

 

14. (Uem 2010) A filosofia de Epicuro (341 a 240 a.c.) pode ser caracterizada por uma filosofia da natureza e uma antropologia materialista; por uma ética fundamentada na amizade e a busca da felicidade nos princípios de autarquia (autonomia e independência do sujeito) e de ataraxia (serenidade, ausência de perturbação, de inquietação da mente).

Sobre a filosofia de Epicuro, assinale o que for correto.

01) A filosofia de Epicuro fundamenta-se no atomismo de Demócrito. Epicuro acredita que a alma humana é formada de um agrupamento de átomos que se desagregam depois da morte, mas que não se extinguem, pois são eternos, podendo reagrupar-se infinitamente.

02) Para Epicuro, a amizade se expressa, sobretudo, por meio do engajamento político como forma de amar todos os homens representados pela pátria.

04) Epicuro, como seu mestre Demócrito, foi ateu, considera que a crença nos deuses é o resultado da fantasia humana produzida pelo medo da morte.

08) Epicuro critica os filósofos que ficavam reclusos no jardim das suas academias e ensinavam apenas para um grupo restrito de discípulos. Acredita que a filosofia deve ser ensinada nas praças públicas.

16) Para Epicuro, não devemos temer a morte, pois, enquanto vivemos, a morte está ausente e quando ela for presente nós não seremos mais; portanto, a vida e a morte não podem encontrar-se. Devemos exorcizar todo temor da morte e sermos capazes de gozar a finitude da nossa vida.

Resposta:01 + 16 = 17.

As afirmativas [02], [04] e [08] são falsas. A amizade, para Epicuro, estava relacionada com a prática filosófica e não com a prática política. A vida política seria não natural. A amizade se daria entre semelhantes, que viveriam reclusos da multidão. Epicuro também nunca negou a existência de deuses, ainda que pensasse ser improvável a preocupação destes com os problemas dos homens.

 

15. (Uem 2008) O Período Helenístico inicia-se com a conquista macedônica das cidades-Estado gregas. As correntes filosóficas desse período surgem como tentativas de remediar os sofrimentos da condição humana individual: o epicurismo ensinando que o prazer é o sentido da vida; o estoicismo instruindo a suportar com a mesma firmeza de caráter os acontecimentos bons ou maus; o ceticismo de Pirro orientando a suspender os julgamentos sobre os fenômenos. Sobre essas correntes filosóficas, assinale o que for correto.

01) Os estoicos, acreditando na ideia de um cosmo harmonioso governado por uma razão universal, afirmaram que virtuoso e feliz é o homem que vive de acordo com a natureza e a razão.

02) Conforme a moral estoica, nossos juízos e paixões dependem de nós, e a importância das coisas provém da opinião que delas temos.

04) Para o epicurismo, a felicidade é o prazer, mas o verdadeiro prazer é aquele proporcionado pela ausência de sofrimentos do corpo e de perturbações da alma.

08) Para Epicuro, não se deve temer a morte, porque nada é para nós enquanto vivemos e, quando ela nos sobrevém, somos nós que deixamos de ser.

16) O ceticismo de Pirro sustentou que, porque todas as opiniões são igualmente válidas e nossas sensações não são verdadeiras nem falsas, nada se deve afirmar com certeza absoluta, e da suspensão do juízo advém a paz e a tranquilidade da alma.

Resposta:01 + 02 + 04 + 08 + 16 = 31.

Todas as afirmativas são corretas a respeito dessas três correntes helenísticas. Todas essas correntes fazem parte daquela que é também chamada de Filosofia cosmopolita. Nesse período, a filosofia enraizava-se no platonismo e no aristotelismo, procurava encontrar a felicidade mediante a atividade racional sobre a natureza e  valorizar os problemas lógicos, físicos e éticos.