Apostilas de Filosofia Colégio São Luis – 3o. trimestre 2017

9o. ano:

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2a. série:

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3a. série:

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Textos 2o. bimestre de 2017 – Sion

Prezados alunos,

Aqui você encontrará o material para nossas aulas do 2o. bimestre. Att., Fábio Mesquita

1a. série – texto de Kant e Freud

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2a. série – Textos sobre estética – Platão, Aristóteles e Hume

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3a. série – Textos de Adorno

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Roteiro de estudos para a prova da 3a. série do EM – Sion – 4o. bimestre 2016

O que estudar?

  1. Escola de Frankfurt – Adorno – Educação após Auschwitz. (Reler texto)
  2.  Conceitos: Cultura de massa, indústria cultura, razão instrumental, contra cultura e sociedade unidimensional.

Como estudar?

  1. Baixar power point:
    1. https://fabiomesquita.wordpress.com/2016/08/16/educacao-apos-auschwitz-adorno/
  2. Reler texto, fazer resumo.
    1. http://www.educacaoonline.pro.br/index.php?option=com_content&view=article&id=179:educacao-apos-auschwitz&catid=11:sociologia&Itemid=22
  3. Ler resumos, resenhas e críticas:
    1. http://pedagogiaaopedaletra.com/resenha-critica-educacao-apos-auschwitz-t-w-adorno/
    2. http://joeliamelopena.blogspot.com.br/2012/06/educacao-apos-auschwitz-resenha-adorno.html
  4. Assistir Vídeos:
    1. https://www.youtube.com/watch?v=onA7KBpkh8U

 

Educação e Emancipação – Theodor Adorno

Baixar arquivo: Theodor Adorno – Educação e Emancipação [Pedagogia – Filosofia] [livro completo]

A EDUCAÇÃO COMO FERRAMENTA PARA A EMANCIPAÇÃO
À primeira vista, pode parecer que Adorno era contra a Educação. Pelo contrário. As críticas ao processo pedagógico são consequência do reconhecimento pelo autor da capacidade que ela tem de transformar as relações sociais. Fica evidente em sua obra a defesa de um projeto de libertação do homem por meio da formação acadêmica, porém uma formação de amplitude humanística. Para Adorno, o ensino deve ser uma arma de resistência à indústria cultural na medida em que contribui para a formação da consciência crítica e permite que o indivíduo desvende as contradições da coletividade.

O autor defende um processo educacional capaz de criar e manter uma sociedade baseada na dignidade e no respeito às diferenças. Segundo ele, o mundo estaria danificado pela falta de capacidade dos indivíduos de resistir ao processo de sua própria alienação. Mesmo quando a Educação considerada ideal estiver limitada e condicionada a uma realidade nada promissora, Adorno prega um projeto pedagógico que consiga libertar da opressão e da massificação.

O caminho para isso é formar um indivíduo culto, com conhecimentos científicos, humanos e artísticos, preparado para uma vivência democrática. “A perspectiva sociológica de seu pensamento fazia com que ele considerasse a escola como a instituição capaz de formar o homem não dominado, pleno de autonomia de pensamento e ação em todas as instâncias da vida social”, diz Rita Amélia. “Esse homem resistiria ao processo de massificação e de adaptação cega à ordem estabelecida.”

Adorno acredita que a cultura da sociedade capitalista impõe um mecanismo de construção da heteronomia (ou seja, a sujeição do individuo à vontade de terceiros), fazendo o homem ser igual ao coletivo e perder, assim, sua individualidade. Sob esse ângulo, o indivíduo perde a capacidade de pensar e agir por conta própria e, consequentemente, de ser solidário e respeitar o próximo. Na opinião dele, somente essa alienação poderia explicar uma situação tão grave como a barbárie presente na sociedade – Adorno utiliza o Holocausto e os campos de concentração como símbolos máximos da selvageria humana.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/filosofia-educacao-theodor-adorno-pedagogia-humanismo-513635.shtml?func=1&pag=1&fnt=14px (consultado em 27/05/2015)

A Teoria freudiana e o modelo fascista de propaganda [1951] – Theodor W Adorno

Para baixar o arquivo (.doc): Theodor W Adorno – A Teoria Freudiana e o modelo fascista de propaganda

“Durante a década passada, a natureza e conteúdo das falas e panfletos dos agitadores fascistas norte-americanos foi submetida a intensa pesquisa por parte dos cientistas sociais. Alguns desses estudos, feitos na linha das análises de conteúdo, acabaram permitindo a feitura de uma apresentação abrangente da matéria no livro Prophets of Deceit, de Leo Lowenthal e Norbert Guterman (1). A representação bastante ampla do fenômeno obtida assim se caracteriza em dois aspectos principais. Primeiro: excetuando algumas recomendações completamente negativas e bizarras, como a de pôr os estrangeiros em campos de concentração ou expatriar os sionistas, o material de propaganda fascista deste país pouco se preocupa com tópicos políticos concretos e tangíveis. A esmagadora maioria dos procedimentos do conjunto dos agitadores é feita ad hominem. Baseiam-se claramente em especulações psicológicas, mais do que na intenção de ganhar seguidores através do procedimento racional de objetivos racionais. O termo “rabble-rouser” [sublevador da ralé], embora objetável, por causa de seu menosprezo pelas massas como tais, parece ser adequado, na medida em que consegue expressar a atmosfera de agressividade irracional e emotiva propositadamente promovida pelos nossos candidatos a Hitler. Embora seja impudico chamar o povo de ralé, a verdade é que o objetivo do agitador é nisso transformá-lo; isto é, multidões dispostas a agir de modo violento e sem qualquer objetivo político, para não falar na criação de uma atmosfera favorável ao pogrom. O propósito universal desses agitadores é instigar metodicamente o que, desde o famoso livro de Gustave Le Bon, Psychologie des Foules (1895), é geralmente conhecido como “psicologia de massas”.

Em segundo lugar, o enfoque dos agitadores é verdadeiramente sistemático e se baseia em um conjunto-padrão, rigidamente delimitado, de “expedientes”. Tal conjunto não pertence apenas à unidade última de seu propósito político: a abolição da democracia, através da mobilização de apoio popular contra seu princípio de existência. Pertence ainda mais à natureza intrínseca do conteúdo e forma de sua propaganda. A similaridade dos proferimentos dos vários agitadores é tão grande que, em princípio, basta analisar as afirmações de um para conhecer a de todos os demais (2); isso é algo vale para os pequenos e insignificantes mercadores de ódio provincianos, tanto quanto para as figura de maior publicidade, como Coughlin e Gerald Smith. Além disso as próprias falas são tão monótonas que a sua repetição sem fim é facilmente constatável, tão logo passamos a nos familiarizar com seu pequeno repertório de expedientes. Realmente, a reiteração constante  e a escassez de idéias são os ingredientes indispensáveis de toda a técnica.

Embora a rigidez mecânica do modelo seja óbvia e, como tal, expressão de certos aspectos psicológicos da mentalidade fascista, pode ser de valia o sentimento de que o material de propaganda fascista forma uma unidade estrutural e, assim, possui uma concepção total e comum,  consciente ou inconsciente, que se revela capaz de determinar cada palavra por ela dita. Essa unidade estrutural parece se referir tanto à concepção política implícita quanto  à essência psicológica dessa propaganda. Até agora, apenas a natureza de certo modo isolada e separada de cada um de seus expedientes mereceu atenção científica. Também se sublinhou e elaborou as suas conotações psicanalíticas. Agora que os elementos individuais foram suficientemente aclarados, chegou a hora de focar nossa atenção no sistema psicológico que abrange e gera esses elementos, notando-se que o termo sistema se associa ao de paranoia de um modo que talvez não seja de todo acidental.”