Roda Mundo. Viva a democracia! Isto é inegociável!

Anúncios

A Pantera

A Pantera (Teatro)

Em cena, um casal de namorados fica preso num supermercado, diante de uma pantera à solta pelos corredores. O questionamento que surge nesse ambiente metafórico é se é necessário levar à frente um relacionamento pela conveniência da vida a dois ou enfrentar o desconforto do rompimento.

Centro Cultural São Paulo Sala Paulo Emílio Salles Gomes: R. Vergueiro, 1.000 – Liberdade – Centro. Telefone: 3397-4002

 

Direção de Luiz Montes, uma grande amigo meu, vale a pena ir lá e conferir a peça. Já fui duas vezes e gostei bastante daquilo que vi.

Rainha(s) no Tuca Arena

Duas rainhas, duas atrizes, um destino. Elizabeth e Mary se encontram mais uma vez no palco. O texto de Schiller foi reinventado, assassinado, ressucitado. A tentativa de misturar o século XVI inglês com o século XXI brasileiro é ousada. A peça tem vários pontos positivos, um dos mais significativos é a interpretação de Isabel Teixeira (Mary Stuart). Vale a pena ver o espetáculo só para ouvir a voz da atriz. Outra ideia interessante é o atraso inicial, o silêncio que perturba, que constrange, que gera risos e olhares recusados. A possibilidade do público intervir no desfecho da trama também é significativo. Apesar dessas qualidades, há oscilação entre riso e choro, comédia e drama, fazendo com que o espectador perca o foco do que sente ou poderia sentir. Não mergulhei em nenhuma sensação mais intensa. Quando imaginava começar um mergulho mais profundo, logo era retirado por uma das atrizes. O foco era alterado e um novo caminho se abria para novas sensações superficiais.

Para saber mais sobre a história de Elizabeth e Mary ler Elizabeth e Mary: primas, rivais, rainhas, autor Jane Dunn, Editora Rocco.

Ver filme Elizabeth, A Era do Ouro (2007)

Classificação Etária: 14 anos
Duração: 120 minutos sem intervalo
Onde : Teatro TUCARENA (PUC-SP) – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes – Entrada pela Rua Bartira.
Temporada: de 16/01 a 21/02.
Horários: Sex. às 21h Sáb às 21h e Dom às 19h30.
Ingresso: R$ 30,00 (50% de desconto para estudantes, aposentados e pessoas acima de 60 anos).
Ingressos para alunos, professores e funcionários da PUC-SP: R$10,00 (necessário comprovante direto na bilheteria).

Televendas de Ingressos: (11) 2626-0938. Aceita todos os cartões de crédito.
Bilheteria: De terça a Domingo das 15h até a hora dos espetáculos em cartaz
Aceita cheque e cartões de débito Visa e Redeshop.
Estacionamento conveniado: Riti Estacionamentos – Rua Monte Alegre, 835 – R$10,00 – 3167-7111

Pecado, teatro e circo

Não sei ao certo o que vi nessa sexta feira. Foi uma mistura interessante. Pegue um pouco de teatro, coloque muitas pitadas de acrobacias circences, pique um pouco de dança, não se esqueça de introduzir muitas músicas a gosto. Bata tudo em um liquidificador e pronto: Deadly. Sirva em pedaços de pecados capitais. A cada momento os dois atores acrobatas apresentam ao público gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, preguiça, vaidade e orgulho. Os sete pecados são representados com poucas falas. Aliás, palavras são raras, mas precisas. Os corpos representam o que as palavras não conseguem.

O corpo é o centro do espetáculo. Corpo nú, controcido, voando, girando, pulando, se esfregando. Tudo é corpo. Tudo é alma. Tudo é pecado.

Para filosofar:

Sobre Corpo e Alma ler Apologia a Sócrates – Platão

Sobre Pecados ler Confissões – Santo Agostinho

Sobre teatro e circo ler  As múltiplas linguagens na teatralidade circense. Tese de doutorado da Unicamp, 2003 – Ermínia Silva

Deadly – Teatro Cacilda Becker. 195 lugares. Rua Tito, 295, Lapa, Zona Oeste. Tel. 3864-4513. De 15/1 a 21/2. 6ª e sáb., 21h. Dom., 20h. R$ 10.