Apostilas de Filosofia Colégio São Luis – 3o. trimestre 2017

9o. ano:

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2a. série:

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3a. série:

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Eu no programa do Bial. Pequena corrupções com o Prof. Leandro Karnal

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Link para o programa:

https://globoplay.globo.com/v/5962303/programa/

 

Link para assistir apenas a minha fala:

https://globoplay.globo.com/v/5962298/

 

 

Vídeo realizado por alunas do Sion – Trabalho feminista

Trabalho referência em razão do tema abordado, das entrevistas feitas, do dado de realidade. Não tem como ficar cego para uma questão como essa. Obrigado por terem feito um trabalho tão importante.

Giovanna Neves

Maria Eduarda Rezende

24/03/2017

Kant – Teoria do conhecimento

Teoria do Conhecimento em Kant

O filósofo alemão Immanuel Kant responde à questão de como é possível o conhecimento afirmando o papel constitutivo de mundo pelo sujeito transcendental, isto é, o sujeito que possui as condições de possibilidade da experiência. O que equivale a responder: “o conhecimento é possível porque o homem possui faculdades que o tornam possível”. Com isso, o filósofo passa a investigar a razão e seus limites, ao invés de investigar como deve ser o mundo para que se possa conhecê-lo, como a filosofia havia feito até então.

Mas quais são exatamente, segundo Kant, estas faculdades ou formas a priori no homem que o permitem conhecer a realidade ou, em outros termos, o que são essas tais condições de possibilidade da experiência?

 

Em Kant, há duas principais fontes de conhecimento no sujeito:

  • A sensibilidade, por meio da qual os objetos são dados na intuição.
  • O entendimento, por meio do qual os objetos são pensados nos conceitos

 

Vejamos o que ele quer dizer com isso, começando pela intuição. Na primeira divisão da Crítica da Razão Pura, a “Doutrina Transcendental dos Elementos”, a primeira parte é intitulada “Estética Transcendental” (estética, aqui, não diz respeito a uma teoria do gosto ou do belo, mas a uma teoria da sensibilidade). Nela, Kant define sensibilidade como o modo receptivo – passivo – pelo qual somos afetados pelos objetos, e intuição, a maneira direta de nos referirmos aos objetos.

 

Funciona assim: tenho uma multiplicidade de sensações dos objetos do mundo, como cor, cheiro, calor, textura, etc. Estas sensações são o que podemos chamar de matéria do fenômeno, ou seja, o conteúdo da experiência. Mas para que todas estas impressões tenham algum sentido e entrem no campo do cognoscível (daquilo que se pode conhecer), elas precisam, em primeiro lugar, serem colocadas em formas a priori da intuição, que são o espaço e o tempo.

Estas formas puras da intuição surgem antes de qualquer representação mental do objeto; antes que se possa pensar a palavra “cadeira”, a cadeira deve ser apresentada, recebida, na forma a priori do espaço e do tempo. Este é o primeiro passo para que se possa conhecer algo.

Assim, apreendemos daqui duas coisas: primeiro, o conhecimento só é possível se os objetos da experiência forem dados no espaço e no tempo; e, segundo, espaço e tempo são propriedades subjetivas, isto é, atributos do sujeito e não do mundo (da coisa-em-si).

Espaço e tempo Espaço é a forma do sentido externo; e tempo, do sentido interno. Isto é, os objetos externos se apresentam em uma forma espacial; e os internos, em uma forma temporal.

Como Kant prova isso? Pense em uma cadeira em um espaço qualquer, por exemplo, em uma sala de aula vazia. Agora, mentalmente, retire esta cadeira da sala de aula. O que sobra? O espaço vazio. Agora tente fazer contrário, retirar o espaço vazio e deixar só a cadeira. Não dá, a menos que sua cadeira fique flutuando em uma dimensão extraterrena.

E o tempo? Ele é minha percepção interna. Só posso conceber a existência de um “eu” estando em relação a um passado e a um futuro. Só concebemos as coisas no tempo, em um antes, um agora e um depois. Voltemos ao exercício mental anterior: podemos eliminar a cadeira do tempo – ela foi destruída, não existe mais. Porém, não posso eliminar o tempo da cadeira – eu sempre a penso em uma duração, antes ou depois.
A conclusão é de que é impossível conhecer os objetos externos sem ordená-los em uma forma espacial – e de que nossa percepção interna destes mesmos objetos fica impossível sem uma forma temporal.

 

José Renato Salatiel, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação 17/06/2008

Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/kant—teoria-do-conhecimento-a-sintese-entre-racionalismo-e-empirismo.htm